Quem diria! De um trote para dublar Marisa Monte (sem playback) numa gincana, em 1992, surgiria uma cantora de voz única, carisma inigualável, capaz de agradar aos mais exigentes ouvidos.
E foi assim mesmo. O que seria um "mico", arrancou aplausos intermináveis do público e revelou a vocação de Mila Ribeiro. Ela não tinha pretensão de ser cantora, mas "essa moça faz o que melhor faria" (nome de seu bem - sucedido projeto musical na plataforma Catarse.me de financiamento coletivo). A prova de que ela encontrou, de fato, o ofício ideal foi este aporte financeiro dos fãs, familiares, amigos e empresas ao projeto grandioso, cujo objetivo foi financiar a gravação do recém-lançado CD "Mila”, cujas faixas ocupam frequentemente as primeiras posições de audiência no gênero MPB/Pop do site ReverbNation e recebeu menção honrosa pelo site Embrulhador na audição para os melhores discos de 2014. Mila também cantou pela noite de Mônaco. Já foi acompanhada numa canja pelo grande nome brasileiro do jazz, a diva e sua artista predileta Tânia Maria, a quem homenageia em um samba. Transbordando um talento nato, Mila, além de ser intérprete, compõe intuitivamente letras e melodias, mesmo sem ser instrumentista.
Em seu CD de estreia, a cantora mostra canções inéditas, próprias e em parceria com artistas que fazem parte de sua trajetória, como Leonardo Ferreira, Agenor de Lorenzi, Rubem Farias e também o produtor do disco, Bruno Cardozo. Há ainda uma música de Cristiano Borges, uma parceria dos amigos Aroldo Santarosa e Mark Shine (que participa cantando) e mais uma canção de Rubem Farias, multi-instrumentista e compositor de destaque no Brasil com quem Mila tem o prazer de interpretar e dividir autoria.