Formados em 1994, os Baby Jane compõem-se por cinco músicos amigos de longa data – Paulo Amaral (bateria), João Graça (guitarra), Ricardo Pinto (voz), Ricardo Tomás (baixo) e Hugo Simões (guitarra). Fizeram também parte da banda Rui Pina (baixo), Dálio Calado (baixo), Bruno Tomás (guitarra), Nuno Matias (voz), Rui Lisboa (bateria), António Pereira (bateria) e José Carlos Pereira (voz). Colaboraram com a banda Moisés (Bernardo Rodrigues - teclas), Mark Cain (saxofone) e Patrícia Martins Navalho (voz).
A banda, que nasceu em pleno fulgor adolescente, num tempo explosivo para o rock nacional e internacional, foi influenciada pelo que de melhor se fez na prolífica década de 90. Assim, os Baby Jane apostaram desde cedo em canções pungentes e lírica sincera, com riffs de guitarra ora poderosos, ora melódicos, ambicionando a aproximação às suas referências nacionais e internacionais, situadas num largo espectro entre Pearl Jam e Xutos & Pontapés, ou Jorge Palma e Jimi Hendrix.
A sonoridade do grupo pode categorizar-se na esfera do rock português, mas uma audição atenta revela algo mais. Os Baby Jane construíram um vasto currículo de mais de 200 concertos, o que se reafirma quando recordado o longínquo interesse da imprensa especializada e das rádios, bem como as consecutivas vitórias até à finalíssima do programa "Reis do Estúdio" (1998), emitido pela RTP, ou ainda a participação no histórico "Festival RTP da Canção" (2000).
As mais de 50 canções escritas ao longo do percurso seriam suficientes para o lançamento imediato de três álbuns inéditos. O último EP, "História de Um Vinho Azedo", desvela uma pequena parte de uma história intensa e rica.